Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Aplicações Seguras: Depósitos a Prazo e Certificados de Aforro

 

Com a  instabilidade cada vez maior dos mercados financeiros que devasta o nosso país como gerir as nossas poupanças é uma questão que se impõe. A Cor do Dinheiro dedica um programa a apresentar-lhe e explicar-lhe o funcionamento de duas das aplicações financeiras mais seguras para investir o seu dinheiro: depósitos a prazo e certificados de aforro.
 
Vamos explicar-lhe como funcionam os depósitos a prazo e quais as instituições que apresentam as propostas mais vantajosas neste tipo de aplicação financeira. Como funcionam os certificados de aforro, são ou não vantajosos neste momento e que mais-valia podem trazer para o seu investimento são, também, questões a que iremos responder no nosso próximo programa.

 

Ficam aqui alguns sitios na Internet onde pode consultar mais informações sobre o nosso Assunto da Semana:

 

- Site da DECO

- Site da SEFIN

- Site do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público sobre Certificados de Aforro

- Simulador de Certificados de Aforro no site dos CTT

publicado por acordodinheiro às 15:43
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21 comentários:
De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:50
Eu e o meu marido somos titulares da mesma conta. Em caso de falência quanto seríamos reembolsados?


De acordodinheiro a 13 de Outubro de 2008 às 10:53
Se tiver contas poupança, depósitos a prazo ou qualquer investimento num banco que entre em falência, não perde o seu dinheiro. Ou pelo menos, não a totalidade do dinheiro aplicado. O Fundo de Garantia de Depósitos (que funciona com o Banco de Portugal) assegura o reembolso máximo de 50 mil euros, de acordo com a última deliberação da UE.

Os 27 decidiram que estes 50 mil euros de garantia vão vigorar durante um ano, com efeitos imediatos e cobrir os depósitos de cada titular, por banco. Ou seja, uma pessoa que tenha mais que uma conta no mesmo banco, independentemente do somatório final, só terá cobertura máxima de 50 mil euros.
Por exemplo, se tem um depósito a prazo de 30.000 euros num determinado banco e uma conta-poupança de 40.000 euros no mesmo banco, recebe um reembolso máximo de 50.000 euros.

Mas se um casal tem uma conta conjunta de 50.000 euros e uma poupança-reforma de 65.000 euros, cada um recebe no máximo 50.000 euros, pelo que compensa ter uma conta conjunta.


De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:51
Em termos de depósitos a prazo qual ou quais os prazos que neste momento são preferíveis para aplicar o meu dinheiro?


De acordodinheiro a 13 de Outubro de 2008 às 10:53
Tudo depende do montante que tem para investir num produto deste tipo e do tempo que está disposto a imobilizá-lo. Geralmente, os depósitos a prazo podem ser feitos a 3, 6 e 12 meses, sendo que convém ter em consideração que uma imobilização antecipada de capital implica o pagamento de uma comissão ao banco.


De NORMANDA LOBO a 3 de Março de 2009 às 09:50
Fui na semana passada, passar determinada quantia para DEPOSITOS a PRAZO DE 6 MESES na CGD--Só em casa vi que me tinham colocado numa CONTA POUPANÇA AFORRO e a 365 dias. Que atitude tomar?


De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:51
Existe alguma diferença entre as opções de depósito a prazo dos bancos em balcões ou pela Internet?


De acordodinheiro a 13 de Outubro de 2008 às 10:52
Sim. As movimentações ao balcão implicam gastos maiores, enquanto as transacções online são totalmente feitas por si, sem gastos com pessoal ou papel. Por isso é que os depósitos a prazo via internet oferecem taxas de juro mais vantajosas.


De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:51
Sendo que ambas as aplicações são seguras, qual é então em termos de rendimento a opção mais vantajosa: depósitos a prazo ou certificados de aforro?


De acordodinheiro a 15 de Outubro de 2008 às 19:34
Os certificados de aforro são instrumentos de dívida criados para captar a poupança das famílias. Estes produtos são distribuídos a retalho, ou seja, são colocados directamente junto dos aforradores e têm montantes mínimos de subscrição reduzidos. No início deste ano, o governo mudou as regras do jogo, com a publicação da série C. Com isto, muitos investidores resgataram os seus investimentos, mas estes produtos continuam a ser indicados para os investidores que preferem não correr riscos. As séries anteriores tinham retornos mais baixos, mas os prémios de permanência eram superiores. Apenas os investidores que não resgataram os seus investimentos quando foi publicada a terceira série, têm certificados de aforro da série B.
Os depósitos a prazo são um investimento seguro: sabe à partida a taxa de remuneração e não há risco de perder dinheiro. Com o aparecimento das transacções online, as taxas ultrapassaram os 4%.
O Jornal de Negócios fez uma simulação tendo por base uma família que consiga poupar 4.200 euros por ano desde 2003. Com um investimento anual de 4200 euros, um depósito a prazo oferece uma taxa de rendibilidade anual de 2,6%.; ao passo que se o mesmo montante for aplicado em certificados de aforro (série B, extinta em 2003), a rendibilidade média anual é de 2,58%.


De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:52
Como funciona a questão dos Certificados de Aforro caso o aforrador que os adquiriu tenha falecido?


De acordodinheiro a 15 de Outubro de 2008 às 19:35
Se o aforrador falecer, os herdeiros devem requerer o reembolso dos certificados de aforro, dentro do prazo definido, usando o impresso adequado (modelo 706). O requerimento deve ser entregue num posto de atendimento do Instituto de Gestão do Crédito Público ou nos CTT. Além do impresso 706 precisa também dos seguintes documentos:
- Certificados de Aforro a que se habilitam;
- Escritura de Habilitação de Herdeiros ou Certidão integral de inventário;
- Testamento e Procurações, se existirem;
- Participação da relação de bens onde se incluem os Certificados de Aforro, conforme determina o art.º 26º do código do imposto de selo (CIS);
- Fotocópias integrais dos Bilhetes de Identidade e cartões de Contribuinte do Titular e de todos os requerentes herdeiros.

Para mais informações consulte o site do IGCP: http://www.igcp.pt/


De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:52
Esta é uma boa altura para investir em depósitos a prazo?


De acordodinheiro a 13 de Outubro de 2008 às 10:51
Sim. Os depósitos a prazo são das aplicações com menos risco, mesmo em tempos de crise. Mesmo que o seu banco entre em ruptura, não perde o seu dinheiro. A Caixa Geral de Depósitos (o banco do estado) iria amparar a queda e injectar o capital que fosse preciso. Além disso, convém lembrar que o fundo de Garantia de Depósito foi duplicado: estava nos 25 mil euros e está agora nos 50 mil, por decisão da União Europeia. Este valor vai vigorar até ao final de 2009.


De acordodinheiro a 10 de Outubro de 2008 às 10:53
Depois de deduzido o IRS, o dinheiro que sobra é o que eu lucro? Há alguma forma de pagar menos?


De acordodinheiro a 15 de Outubro de 2008 às 19:36
A taxa de juro apresentada pelos bancos é sempre anual. A taxa que os bancos publicitam é normalmente a taxa anual nominal bruta (TANB) que não inclui a taxa retida no IRS. Mas é a taxa anual efectiva líquida (TAEL) que indica aquilo que realmente vai receber, após a tributação pelo IRS. Por isso, o que importa ao consumidor, é a TAEL e a duração do prazo. Por exemplo, um depósito a prazo de 10 mil euros a uma taxa de 3% num ano vai traduzir-se em 10.240 euros, o que é mais vantajoso do que o mesmo depósito, mas a uma taxa de 6% nos dois primeiros meses e a 2% nos restantes (taxa média anual de 2,68%). Neste caso, o capital final que recebe é de 10.214 euros.
Para depósitos até 5 anos, está sujeito ao pagamento de uma taxa de 20% de juro, na tributação do IRS. Esta taxa passa para os 16%, caso o seu depósito esteja contratualizado entre 5 e 8 anos e chega mesmo aos 8%, nos depósitos a mais de oito anos. Esta é uma taxa liberatória, ou seja, inclui todos os gastos, mas pode optar por englobar este rendimento na sua declaração de IRS, pagando tudo junto. No entanto, esta opção só é vantajosa para os contribuintes abrangidos pelos escalões inferiores do IRS, cujos rendimentos estão tributados a uma taxa inferior a 20%.


De Patricia Valente a 15 de Outubro de 2008 às 19:28
Tenho uma conta conjunta com a minha mãe e várias aplicações no mesmo banco (Santander Totta). Uma dessas aplicações é um certificado de aforro que vence no próximo ano e outras são compostas por obrigações mas não por acções. Apesar de em garantirem o valor investido, com tudo isso que temos assistido, esses investimentos ainda são seguros em termos de rendimento?
E também gostaria que me elucidasse sobre os seguros de vida dos bancos, se são também eles, investimentos seguros nesta altura e caso contrário, se perco muito ao aplicar em outros produtos. Obrigada!


De acordodinheiro a 10 de Novembro de 2008 às 15:42
Os certificados de aforro são instrumentos de dívida criados para captar a poupança das famílias. Estes produtos são distribuídos a retalho, ou seja, são colocados directamente junto dos aforradores e têm montantes mínimos de subscrição reduzidos. Por serem emissão de dívida do Estado, nestes produtos não têm qualquer risco. Mas, os lucros - regra geral - só se verificam passados alguns anos e não no curto-prazo.
Quanto aos seguros de vida dos bancos, eles não são sequer um investimento. Presumindo que se refere aos seguros que os bancos exigem como contrapartida para a concessão de um crédito, os seguros de vida são uma garantia, não constituíndo qualquer tipo de retorno para o cliente. Na prática, a subscrição desse seguro garante ao banco que, em caso de falência do titular, a seguradora assume a quantia em dívida.



De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2009 às 23:52
Será que vale a pena ter dinheiro a prazo?

Se neste momento o juro está a baixo de 2% e o imprestimo bancário é de 10%.
Seria mais correcto haver imprestimos individuais assim a rentabilidade seria maior.


De Jaime a 4 de Março de 2010 às 11:56
Boa tarde, queria saber se quem tem certificados de aforro da serie B e C e sendo estes um producto financeiro seguro,,,,no entanto atendendo a situaçao de ameaça de banca rota na grécia e estando portugal em segundo lugar do ranking podemos correr o risco real de retençao dos certificados ou mesmo em caso de grave crise portuguesa o estado reter os certificados?????e perder o nosso investimento??? obrigado


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Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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