Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Acções e Bolsa

O nosso próximo programa será dedicado ao tema Bolsa de Valores e Acções. Será esta uma boa altura para investir? O que deve e não deve fazer ao comprar acções? Estamos perante um crash? Como vão evoluir os mercados? As respostas, como sempre, aqui n' A Cor do Dinheiro.  

 

Parece ser um assunto reservado às elites no nosso país, mas todos nós podemos investir em bolsa desde que tenhamos todos os instrumentos que nos permitam perceber como o fazer de uma forma objectiva e ponderada. No nosso programa vamos precisamente ajudá-lo a melhorar as competências e conhecimentos necessários para pôr o seu dinheiro a render.

 

Alguns links úteis sobre Acções e Bolsa:

- Site do Millennium BCP com conselhos de como investir em bolsa

- Site da Euronext Lisboa

publicado por acordodinheiro às 14:25
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19 comentários:
De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:20
Adquiri uma carteira diversificada de acções através de uma Corretora. Com este momento de crise que enfrentamos surgiu-me uma dúvida: caso a minha corretora abra falência o que aconteceria ao dinheiro que através dela apliquei em acções?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:15
A corretora é apenas um intermediário entre o investidor e a banca. Se a corretora entrar em colapso, não tem obrigação de reembolsar os investidores que a ela recorrem.


De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:20
Investi recentemente uma grande quantia de dinheiro em acções. Estou já a perder dinheiro e temo que haja o risco de perder tudo. O que devo fazer?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:07
Tem duas opções: ou dorme sobre o assunto e esquece que tem esse dinheiro ou desfaz-se das acções, resgata o dinheiro que lhe resta e tenta recuperar noutra altura ou em produtos mais seguros. Tudo isto depende do seu perfil de risco. Mas, atenção! As acções agora estão a preço de saldo e, historicamente, quem compra acções em épocas de crise tem lucros no futuro.


De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:20
Numa altura de crise como a que enfrentamos é seguro investir em bolsa?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:07
Dizem os especialistas que esta é a melhor altura para investir em bolsa. As acções que comprar agora vão ter um custo muito reduzido e espera-se que a médio prazo, elas valorizem. Ou seja, vai poder vende-las a um preço muito superior ao de compra, o que vai gerar lucros.


De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:20
Que direitos passo a ter a partir do momento em que compro acções numa qualquer empresa?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:08
Ter uma acção de uma empresa significa que é um dos muitos donos dessa empresa. Ou seja, pode reclamar uma parte dos lucros da empresa. Mas, o que acontece é que essa parte é muito pequena, quase insignificante no total de capital da empresa. De qualquer forma, a titularidade de acções da empresa dá-lhe a possibilidade de arrecadar a parte que lhe é devida dos lucros e também de votar nas decisões em que os accionistas têm palavra.
No entanto, há dois tipos de mercado: no mercado comum, se a empresa entrar em bancarrota, os accionistas comuns só recebem o investimento depois de os credores e detentores de goldenshares receberem o seu; por outro lado, no preferred stock há uma hierarquia, pelo que nem todos os accionistas têm o mesmo direio de voto. Com preferred shares, regra geral, os investidores garantem um dividendo fixo.



De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:21
Como faço para investir na bolsa? Que cuidados devo ter antes de comprar acções de uma empresa?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:09
Use apenas dinheiro de que não precisa para contas correntes ou para despesas de curto/médio prazo que consiga prever. E não peça dinheiro emprestado para investir em bolsa. Invista apenas o dinheiro de que não precisa para não comprometer o seu futuro nem o da sua família. Não pense no dinheiro aplicado nos próximos anos. As cotações vão subir e descer, mas se tirar o dinheiro em pouco tempo, os lucros vão ser menores.


De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:21
Há algum mecanismo de protecção do investimento em acções como há para os depósitos bancários (Fundo de Garantia de Depósito)?


De acordodinheiro a 10 de Novembro de 2008 às 15:49
Existe um Fundo de Garantia de Bolsa, cujo objectivo é proteger o investidor por danos sofridos em consequência da actuação dos intermediários financeiros. Por exemplo, se quer vender 100 acções do BES, mas o intermediário engana-se e vende 100 acções da EDP que o investidor também tinha em carteira. Caso o intermediário não corrija a situação, devolvendo as acções da EDP e indemnizando eventuais prejuízos por não ter vendido as do BES, pode recorrer a este fundo.
Primeiro, deve reclamar junto do intermediário, num prazo de 30 dias, através de carta registada com aviso de recepção. Se, após dez dias, a situação não for resolvida, o investidor deve comunicar de imediato todos os factos relevantes à comissão gestora do Fundo de Garantia de Bolsa, que funciona junto da Euronext Lisboa. A situação será apreciada e, caso tenha razão, o investidor será indemnizado até 50 000 euros por reclamação. Num ano, as indemnizações não podem exceder 125 000 euros por investidor.



De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:21
Qual a importância de acompanhar as cotações das acções na bolsa? Para que serve o valor dessas mesmas cotações?


De acordodinheiro a 10 de Novembro de 2008 às 15:48
A cotação é o preço corrente dos títulos de acção em Bolsa, ou seja, indica o preço de uma determinada acção. É através desse valor que o investidor tem a noção real do valor em número das suas acções. Analisando também as variações das cotações, o investidor consegue saber também se a acção está a valorizar ou a desvalorizar.


De acordodinheiro a 23 de Outubro de 2008 às 17:21
Existe algum valor mínimo para começar a investir em acções na bolsa?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:16
Não há um valor mínimo para investir em bolsa. Esta decisão implica bom senso, ou seja, não invista dinheiro de que vai precisar para contas correntes nem peça dinheiro emprestado.


De Paulo Monteiro a 30 de Outubro de 2008 às 18:38
Um dos comentários que me impressionou no vosso último programa (sim, já há uns dias, estou atrasado) foi a referência a uma carteira diversificada.

A expressão "todos os ovos no mesmo cesto" sempre me intrigou na bolsa, já que se usa essa precaução porque se vai ganhar nuns e perder noutros títulos, como foi referido no programa.

A parte "ganhar nuns e perder noutros" é que me impressiona - não corro o risco de obter resultado nulo (ou negativo), quando diversifico?

Como nota adicional permitam-me referir que por falta de capital - quer porque me recuso a mexer numa coisa antiga que tenho chamada fundo de emergência, quer por me recusar a pedir emprestado para investir - não tenho dinheiro aplicado em bolsa.

Nesta actual fase do mercado até considerei a hipótese de aplicar parte do fundo de emergência no mercado, em acções como Galp, EDP e REN , por exemplo, mas um provável excesso de prudência quiçá paranóia) fez-me recuar nessas intenções.

Mas a diversificação que veja aconselhada desde que ouço falar em bolsa continua a fazer-me alguma confusão.

(desculpem estar tão longo, não tive tempo de o fazer mais curto)


De acordodinheiro a 10 de Novembro de 2008 às 15:49
O facto de ter uma carteira de acções diversificada vai diminuir o risco que está a correr. Nos investimentos em bolsa é sempre difícil ou mesmo impossível determinar com rigor o grau de risco que se está a correr, porque não é garantido que as acções que estão hoje com ganhos elevados se mantenham a ganhar para a semana. Assim, se tiver uma carteira diversificada de acções, consegue equilibrar os possíveis ganhos com as eventuais perdas, pelo que se trata de uma gestão segura da sua carteira.


De daniel a 23 de Março de 2012 às 14:23
ja ouviram falar de trademaker?


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Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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têm dirigido. Este livro pretende dar a conhecer aos actuais e futuros gestores as
ferramentas para lidar com a actual crise de valores que prolifera nas
empresas globais. É preciso «humanizar» as empresas para que estas deixem de
procurar o êxito rápido a qualquer preço! Criar uma cultura de negócios mais
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De João Ermida, O Método dos Executivos do Futuro, Dom Quixote

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