Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Quando baixam as prestações do crédito à habitação?

No cenário de crise financeira que estamos a atravessar, quem paga a factura são os consumidores. Os constantes aumentos das taxas de juro tornam a vida das famílias cada vez mais difícil. A pergunta é inevitável: quando baixam  as prestações do créditos à habitação?

 

As taxas Euribor estão  a cair. Desde o inicio do mês de Outubro verificou-se uma queda aproximada de  0,75%. Mas para quem tem o seu crédito indexado a uma taxa Euribor a 3, 6 ou 12 meses quando é que esta descida de valores vai ter reflexo naquilo que pagam mensalmente. Estas e outras questões serão respondidas pelos especialistas e reportagens do próximo programa d’ A Cor do Dinheiro.

 

Saiba mais informações nos seguintes sites:


- Site da DECO Proteste

- Site Seguros Mais sobre Crédito à Habitação

- Site Consultores Financeiros com conselhos sobre Crédito à Habitação

 

publicado por acordodinheiro às 13:52
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23 comentários:
De acordodinheiro a 6 de Novembro de 2008 às 14:08
Vale a pena pedir uma revisão de contrato para que a minha prestação do crédito da casa baixe ou o banco irá refazer o cálculo da minha prestação automaticamente?


De Aldo a 11 de Novembro de 2008 às 00:28
Aconselho ler a noticia no Correio da Manhã, parece-me que responde á sua questão, e não só....

link (copiar e colar na barra de endereço)

http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=251F37E0-55B3-4E5D-9974-7D4F44FAB69D&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181


De acordodinheiro a 25 de Novembro de 2008 às 12:01
Vale sempre a pena pedir a revisão do seu contracto de crédito à habitação. Se está com dificuldades em pagar a prestação mensal ou se não tem a certeza se o seu banco está a actualizar as taxas de juro, então peça você a revisão do seu contracto. Mas, mesmo que as taxas de juros sejam revistas todos os meses, isso só se reflecte na sua prestação no mês em que isso está previsto, de acordo com a taxa euribor a que tem o seu crédito indexado (3, 6 ou 12 meses).


De acordodinheiro a 6 de Novembro de 2008 às 14:08
O meu crédito à habitação está indexado a uma taxa Euribor a 12 meses isto significa que a minha prestação só irá baixar daqui a 1 ano?


De acordodinheiro a 25 de Novembro de 2008 às 12:02
Se o seu crédito está indexado à euribor a 12 meses, isso significa que só no mês previamente contratualizado é que irá sentir a actualização. Por exemplo, se o seu contracto foi celebrado em Maio, só nesse mês é que a sua prestação mensal será actualizada.


De acordodinheiro a 6 de Novembro de 2008 às 14:09
Neste momento não estou a conseguir cumprir as minhas obrigações para com o banco no meu crédito à habitação. Pensei por isso recorrer ao Fundo de Investimento Imobiliário, mas como tenho visto nas noticias que a Euribor tem estado a descer acham que continua a valer a pena?


De acordodinheiro a 6 de Novembro de 2008 às 14:09
Quando é que a descida da Euribor se vai reflectir naquilo que pago mensalmente ao banco pelo meu crédito à habitação?


De acordodinheiro a 25 de Novembro de 2008 às 12:02
Depende da taxa euribor a que o seu crédito à habitação estiver indexado. A COR DO DINHEIRO prevê que em Janeiro as taxas de juro baixem drasticamente. Mas, se o seu crédito à habitação estiver indexado à euribor a 6 meses e tiver sido assinado em Janeiro, por exemplo, essa descida só se vai fazer sentir em Junho do ano que vem. Isto porque as actualizações são feitas a contar do mês em que o contracto é celebrado.


De Amadeu Melo a 12 de Janeiro de 2009 às 14:47
Tenho um crédito habitação Euribor a 3 meses e pensava que no passado mês de Dezembro baixasse a prestação. Para meu espanto em Dezembro subiu (!).
Como é isto possível se a Euribor baixa desde o início de Outubro?
Sabe-me responder?
Obrigado


De acordodinheiro a 6 de Novembro de 2008 às 14:10
Neste momento compensa-me liquidar o empréstimo ao banco, no montante de 20.000 euros. Obrigado.


De acordodinheiro a 25 de Novembro de 2008 às 12:03
Depende. Se conseguiu poupar dinheiro suficiente para amortizar o seu crédito à habitação, veja primeiro se isso é compensador para si ou não. Agora, pode deduzir à colecta as despesas de habitação até 586 euros (e, dependendo do escalão, até mais do que isso). Este ano, há algumas alterações relativas ao regime de deduções das despesas de habitação em sede de IRS, alterações essas que não estavam previstas no Orçamento de Estado de 2008. Assim, pode deduzir à colecta até 586 euros, sendo que a este valor acresce:
- 50% do total do imposto, para os dois primeiros escalões
- 20% do total do imposto, para o terceiro escalão
- 10% do total do imposto, para o quarto escalão

Calcule o valor da prestação que lhe permite deduzir 586 euros e amortize o restante. Para isso, pode pedir aconselhamento junto do seu banco.


De acordodinheiro a 6 de Novembro de 2008 às 14:11
Tinha algumas poupanças feitas a contar com o possivel aumento da taxa Euribor. Agora sei que tem estado a descer, isso significa que posso começar a pensar em aplicar o meu dinheiro noutros investimentos que considero relevantes?


De Aldo Medeiros a 10 de Novembro de 2008 às 23:34
Sim, as reduções da taxa da euribor, funciona para os 2 lados
-para quem pede dinheiro, vai pagar menos pelo dinheiro
-para quem investe dinheiro, vai ter menor rentabilidade, isto se aplicar em aplicações com baixo risco (ex. dep. prazo)

Aconselho rever várias hipoteses de investimento, com mais ou menos risco.


De anatvd a 10 de Novembro de 2008 às 23:36
O que fazer em caso de insustentabilidade de pagar as prestações, quando por exemplo um dos titulares do emprestimo fica sem rendimentos e um ordenado apenas nao é suficiente?O imovel é tomado pelo banco, ou existem possibilidades de "congelar" o pagamento, adiando-o ou baixando a prestação mensal ate que a situação da familia estabilize?


De Aldo Medeiros a 11 de Novembro de 2008 às 00:16
Normalmente os bancos têm "produtos" para esses casos. no fundo é um seguro que a pessoa paga junto da prestação, que pode ser accionado em caso de desemprego, nesse caso o/s titurareres ficam com uma carência durantes alguns meses (normalmente 6 meses) Se acha que no agregado existe forte possibilidade de desemprego, aconselho a informar-se junto do banco, de forma a prevenir a situação. Normalmente o valor do seguro depende o empréstimos, mas devemos estar a falar de um valor entre 5 a 20/30€ por mês.


De acordodinheiro a 25 de Novembro de 2008 às 12:03
Em caso de impossibilidade financeira para pagar a prestação mensal do seu crédito à habitação, renegoceie com o banco de forma a conseguir uma solução que consiga suportar. Pode, por exemplo, transferir parte da dívida para o final do prazo estabelecido e pode também alargar esse prazo de reembolso. Estas são opções que acabam por engordar a sua dívida total, mas que, no imediato, podem ser a solução para ir pagando a dívida.


De Luis Santos a 10 de Novembro de 2008 às 23:44
É pertinente consultar as varias instituições bancárias a fim de conseguir os juros mais baixos?Até que ponto há interesse por parte do "meu" banco em manter o meu emprestimo?Ate que ponto será positivo manter uma divida tão avultada em constante ascensão.


De Aldo Medeiros a 11 de Novembro de 2008 às 00:24
É sempre bom estar ao corrente das ofertas no mercado, principalmente, quando agora a legislação proteje o cliente nas transferências de crédito habitação.
Como sabe o banco não empresta dinheiro, vende-o, assim, o seu empréstimo é uma venda, cuja prestação já inclui a margem que o banco ganha por lhe ter emprestado o dinheiro (spread). Isto para lhe dizer que os bancos têm sempre o interesse em manter os clientes ou seja as suas receitas.
Não percebi a sua última frase, pelo que não comento.


De acordodinheiro a 25 de Novembro de 2008 às 12:03
Antes de assinar um contracto de crédito, deve sempre informar-se sobre as várias opções dos bancos, de modo a encontrar a que mais lhe convém. No entanto, as ofertas das instituições são, regra geral, muito semelhantes, salvo raras especificidades. O banco tem todo o interesse negociar um empréstimo e também em que os clientes o consigam pagar. Assim, se está com dificuldades em cumprir com essa obrigação, dirija-se ao banco, explique a situação e renegoceie uma solução que consiga cumprir.


De euribor_actual a 11 de Novembro de 2008 às 07:53
Se me permitem dou esta informação que pode ser vista num blog que criei e em que pretendo manter sempre actual.
http://euribor_actual.blogs.sapo.pt/
As taxas Euribor são alteradas na data em que foi celebrado o contrato (Escritura) com a entidade bancária, com a periodicidade que foi acordada, e que é fixada pela taxa indexada ao referido contrato. Os intervalos mais usados para esse cálculo são: 3 , 6 e 12 meses.
Então se por exemplo, celebrou um contrato, com taxa indexada Euribor a 6 meses em 17/02/2002, a taxa do seu contrato ( Empréstimo ) deve ser revista de 6 em seis meses, a contar dessa data. Por isso a cada 17/08 ( Agosto ) e 17/02 ( Fevereiro ) dos anos seguintes em que vigorar o contrato, a taxa é actualizada com base na média mensal da taxa Euribor a 6 Meses do mês imediatamente anterior, neste caso, respectivamente as média de JULHO e JANEIRO e adicionar o spread acordado com o banco.
Visitem e vejam as médias actualizadas.


De Rui Santos a 13 de Novembro de 2008 às 21:49
Relativamente ao crédito habitação, mas não propriamente sobre as taxas de juro, segue uma dúvida sobre o valor dos imóveis, já colocada anteriormente:

Tendo em conta que a principal questão da crise passa pela desvalorização que as casas tiveram.

Como é que actualmente conseguimos saber o valor de mercado das casa numa determinada zona?

Neste momento temos a nossa casa antiga à venda e queremos comprar uma nova. A nova foi avaliada pelo banco em 180.000 €, mesmo na altura em que rebentou a crise, como podemos saber se ainda poderá desvalorizar?

Além disso, as próprias avaliações dos bancos, nem sempre correspondem ao valor "real" da casa, e sim ao "valor" do cliente para o banco. Ficam assim muitas dúvidas sobre as avaliações.

Obrigado


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Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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