Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Crédito ao Consumo

Segundo um estudo da Basef Banca quase 1,7 milhões de portugueses recorrem ao crédito ao consumo. Através da publicidade que vemos multiplicar-se em todos os meios os consumidores são apelados através de créditos fáceis e sem grandes complicações e cartões de crédito atractivos a consumir, muitas vezes mais do que o seu orçamento permite.

Os números da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado – indicam um aumento de 8,9% do número de contratos de crédito concedido a particulares, por parte das instituições a si associadas. Este aumento revela-se preocupante se tivermos em conta que o crédito ao consumo é uma das parcelas que contribui para o cada vez maior sobreendividamento das famílias portuguesas.
Por isso mesmo, o próximo programa d’ A Cor do Dinheiro será dedicado precisamente ao tema do crédito ao consumo onde tentaremos esclarecer todas as suas dúvidas, bem como mostrar-lhe quais as várias opções de crédito e cartões possíveis, quais os cuidados que deve a ter e como pode gerir da melhor forma estes instrumentos financeiros.
 
Consulte os seguintes sites com mais informação sobre crédito ao consumo:
 
- Site da Associação de Instituições de Crédito Especializado
- Site da SEFIN
- Portal do Cliente Bancário
- Site da DECO
publicado por acordodinheiro às 14:06
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15 comentários:
De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 14:39
Quero fazer uma viagem mas não tenho dinheiro para a pagar a pronto. O crédito ao consumo é uma boa opção?


De acordodinheiro a 15 de Dezembro de 2008 às 16:53
O crédito ao consumo pode ser uma opção, neste caso. Mas, idealmente, não se deve comprometer com uma situação, sabendo que vai ter dificuldades em cumprir com esse encargo adicional. Ou seja, um crédito ao consumo é uma despesa que mais cedo ou mais tarde vai ter de pagar. Por isso, antes de pedir um crédito ao consumo, avalie as suas reais necessidades e as possibilidades que tem de o pagar ao longo do tempo.


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 14:46
Faz sentido pedir dinheiro emprestado a empresas de crédito “fácil”? Qual a diferença entre estas e os bancos tradicionais?


De acordodinheiro a 15 de Dezembro de 2008 às 16:53
Não. As empresas de crédito fácil não são uma boa opção. Se quer contrair um crédito ao consumo opte por um banco tradicional. Os bancos são mais rigorosos. Fazem análise de risco e, se lhe negarem o crédito pense é porque entendem que pode estar a contrair uma dívida que não vai poder pagar.


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 15:00
Nos anúncios a crédito ao consumo, as taxas de juro (que só aparecem em letras pequenas) variam entre 30% e 8%. A que se deve esta diferença?


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 15:20
Vale a pena pagar as taxas de juro dos cartões de crédito? Posso não pagá-las?


De acordodinheiro a 15 de Dezembro de 2008 às 16:54
Pode negociar com o seu banco o não pagamento ou isenção dessas taxas. Ao banco não interessa perder um cliente por causa de tão pouco. Por isso, vai depender do seu poder de negociação. O seu grau de envolvimento com o banco pode jogar a seu favor. Se tem, no mesmo banco, mais uma conta corrente, uma conta-poupança e um crédito à habitação, por exemplo, vai ter mais poder de negociação.


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 15:46
Estou a pensar fazer um crédito para comprar um carro. Vale a pena pedir um empréstimo ao consumo ou é melhor pedir um crédito automóvel?


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 16:06
Posso confiar nas publicidades ao crédito fácil? Ou estes anúncios podem ser enganosos?


De acordodinheiro a 15 de Dezembro de 2008 às 16:54
Na maioria dos casos, a publicidade ao crédito fácil é tentadora e induz à ilusão de que aquele empréstimo não tem custos a médio-longo prazo. Mas isso não é verdade: A publicidade transmite a ideia de que o crédito não é caro. Acontece que estas empresas trabalham com vista ao lucro, pelo que não fazem “almoços grátis”, podendo, por isso, contribuir para o sobreendividamento galopante dos portugueses. A melhor opção é sempre informar-se junto do seu banco (ou de outra instituição financeira) quais as opções para o crédito ao consumo e procurar a que mais se enquadra ao que pretende e à sua carteira.


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 16:15
Pedi uma simulação para um crédito mas só me deram o valor mensal e a taxa de juro. Não me quiseram dizer quanto tempo iria ficar a pagar. Podem fazer isto?


De acordodinheiro a 15 de Dezembro de 2008 às 16:54
Quando pedir um crédito ao consumo tem direito a saber todas as condições implícitas: quais os compromissos que assume e em que termos vai ter de os cumprir. O mais importante é a TAEG (taxa anual efectiva global), pelo que é através dela que vai saber quanto vai pagar realmente pelo crédito. É também pela comparação desta taxa que pode encontrar a opção mais competitiva.


De acordodinheiro a 11 de Dezembro de 2008 às 16:23
Estou com problemas em pagar um empréstimo para consumo. O que acontece se deixar de pagar? Não me pediram garantias.


De bcpcrime a 17 de Dezembro de 2008 às 13:37
“Estamos de facto em presença de uma verdadeira epidemia financeira que atinge vários países ou praças, com extensão e intensidade diferentes, como salta à vista do mais comum dos mortais.”
Mais umas praças do que outras. Mais a América do Tio Sam do que a Europa. Mais os anglo-saxónicos do que os que não perfilham semelhantes doutrinas, e, assim, mais a Europa do Norte do que a do Sul. E há razões concretas que explicam isso: essencialmente a cultura regulatória adoptada, ou seja, a preferência pela auto-regulação contra a regulação administrativa. Trata-se também, no plano prático e individual, do deslumbramento provocado pela luxúria para que os media apelam: o sucesso no cinema, nas novelas, no futebol, no ténis, no golfe, na Fórmula 1 e fundamentalmente, nas empresas que evidenciam os mais ricos do país e do mundo, a excentricidade exaltada e venerada. O gosto pelo crescimento sem limites, quer seja o das famílias quer seja o das empresas. O limite… um inconsciente e não recomendável o inventou; e há quem, mediocremente, goste de repetir o slogan: o limite é o céu! Quem o apregoa, no seu fraco entender, julga que respeita Deus… não! Nega o bom senso e o respeito devido aos seus semelhantes. É um apelo ao espezinhar o vizinho, o companheiro, o colega, um incentivo à violência, ao vale tudo, e tudo sem limites. No início, eram as famílias as proprietárias das empresas. Depois foi a sofisticação e o mercado em bolsa conduziu à profissionalização, à competência, ao conhecimento. E a tecnologia evolui e o mundo abateu as barreiras económicas, financeiras e geográficas que afastavam as civilizações. E caiu o muro de Berlim. Mas como o limite para o crescimento era o céu, o que quer dizer não sem limites – ainda ninguém disse onde fica o céu – os gestores profissionais rapidamente tornaram-se proprietários, beneficiários dos seus honorários e de prémios pela valorização em bolsa das acções das empresas que administravam. A criatividade financeira explodiu. Tudo o que fosse fazer subir o preço em bolsa dos títulos valia para os accionistas sem responsabilidade na gestão, até para ao pequenos accionistas que valorizavam as suas pequenas poupanças, e, decisivamente, para os gestores com prémios associados e opções sobre o capital que se valorizavam. Todos ganhavam. Um mundo económico perfeito, mas insustentável. Um destes dias, o castelo, na verdade de cartas, que tantos cérebros, intuitivos e académicos erigiram e contemplavam, desmoronou-se:
A “mão invisível”, afinal, não era mão, nada corrigiu, revelou-se ser apenas uma contrafacção. A auto-regulação, simplesmente uma miragem. O orçamento do Estado, uma vez mais: a salvação. Eis uma mão visível. Não vale a pena para a compreendermos a actual crise compará-la com outras crises passadas. Nenhuma crise é igual a outra: nem quanto às causas que lhe dão origem nem quanto ao ambiente, ou hospedeiro, em que se desenvolvem, nem quanto aos efeitos que produzem. Por isso, os remédios têm de ser diferentes. O actual paliativo, injecção de liquidez no mercado, é necessário e indispensável, mas, obviamente, não é a solução. No entanto, a recusa em aplicá-lo levará inexoravelmente à catástrofe económica, e nenhum remédio surtirá efeito, pela simples razão de que o corpo a que se destina já não tem vida. Porventura, vamos ter também que passar por um feriado concedido às bolsas de valores, podendo ser mais longo do que a normal “ponte” aproveitada pelos trabalhadores em dias úteis que se intrometem entres feriados e o fim-de-semana. A necessidade de uma organização internacional de concertação ou regulação dos mercados financeiros e das matérias-primas é já evidente. Precisa-se nesse dom ínio de uma mão visível.

Adicciona-me...
Um abraço


De bcpcrime a 16 de Janeiro de 2009 às 18:40
Tudo muito lindo!…
Mas a banca tem sempre a última palavra…
O Estado deixa-se sempre levar pelos banqueiros de qualquer forma.
Veja-se o que se passou e continua a passar no BCP!!!
Olhem este exemplo de uma família aflita há anos e tudo continua na mesma:

To: Servico de Gestão de Assinaturas
Subject: SOBREENDIVIDADMENTO... DESESPERO...

Este é o principal meu desespero... Espero ser ajudado o mais breve possível, já não aguento mais...

Devido ao crime hediondo perpetuado pelo BCP na dita ("Campanha Accionista Millennium BCP - 2000/2001" ) em que passados tempos, foi provado pelo BdP e CMVM muitos crimes na situação de manipulação de mercado nesta dita criminosa campanha (muito falado nos meios de Comunicação Social - ver por exemplo, "bcpcrime.blogspot.com"). Estou cadastrado no Banco de Portugal (por incomprimento do crédito das acções próprias BCP)e pelo simples "erro do BdP ter aceite a manipulação do "Crédito Campanha Accionista Millennium BCP"das acções próprias BCP" por "crédito ao consumo". Devido a um crédito de 4000 acções próprias BCP, adquirido lesadamente e enganadamente em Setº 2000, em que nunca foi pago, como é lógico!!! Mas também as acções não foram vendidas, pois estão e sempre estiveram bloqueadas ao próprio BCP, sem as poder mexer até hoje... Assinei ( Eu e o BCP) uma "Convenção de Mediação" legal entre a CMVM, BCP, Bdp e eu, mas parece que irão a ignorá-la pelos confins do "Universo"...
Sou uma pessoa de bem e honesta; mas devido a este problema (único na minha vida) causado pelo BCP, é-me difícil resolver meus créditos!!! Seria fácil, pois poderia pôr três créditos só num e muito menos dispendioso (BPI, CITI e Santandertotta... O crédito da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é apenas o da Habitação... Estou a pagar juros (astronómicos em cerca de 25%) mensalmente cerca de 700 euros + abatimentos... Como é possível ninguém me queira ajudar!... Os meus vencimentos (meu e da minha Esposa são cerca de 2000€) É triste, pois já pedi a várias Instituiçõeses e ninguém tem solução!... Sou funçº. a tempo inteiro do quadro permanente (Brisa). Todos me dizem que enquanto não for resolvido o problema do "Criminoso BCP", não poderei concorrer a créditos ou a reformas de créditos! Será verdade? Se assim for, terei de desistir de todos os bancos e então terei de mudar de nome e personalidade, pois não há ninguém que resolva meu problema ( São cerca de 700 euros que pago mensalmente de juros a bancos, tenho dois filhos a estudar, um no 10º Ano e outro no 2º ano da Faculdade...

OBS:
Tenho emprego estável como também propriamente minha Esposa...
É triste viver neste País...!!!

Atenciosamente...




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Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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Num momento em que valores como a Verdade, Humildade e Solidariedade se
encontram completamente arredados do modo como são, actualmente, governadas
as grandes empresas globais, é necessário lançar um alerta sobre a forma
pouco clara como muitos dos máximos responsáveis das grandes corporações as
têm dirigido. Este livro pretende dar a conhecer aos actuais e futuros gestores as
ferramentas para lidar com a actual crise de valores que prolifera nas
empresas globais. É preciso «humanizar» as empresas para que estas deixem de
procurar o êxito rápido a qualquer preço! Criar uma cultura de negócios mais
verdadeira, será o grande desafio para todos os futuros gestores deste
século.

De João Ermida, O Método dos Executivos do Futuro, Dom Quixote

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