Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Casos BPP e Madoff

 

No próximo programa d’ A Cor do Dinheiro iremos tratar dois casos que estão a gerar polémica no mercados financeiros nacionais e internacionais. Em primeiro lugar, o caso do Banco Privado Português que está neste momento com graves problemas de liquidez e sem capacidade de devolver aos seus clientes as suas poupanças. Em segundo lugar, o escândalo que se iniciou nos EUA depois da fraude financeira levada a cabo por Bernard Madoff, ex-Presidente do Nasdaq. A lista de investidores que aplicaram o seu dinheiro neste fundo e agora se vêem vítimas do esquema não pára de aumentar e entre eles encontram-se alguns clientes de bancos portugueses, dos quais os mais afectados foram o Santander Totta e o Banco Espírito Santo.

 

Aqui ficam alguns links com informação útil sobre estes temas:

 

- Site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários

- Site da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios

publicado por acordodinheiro às 12:05
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21 comentários:
De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 12:37
Em caso de ruptura financeira, o Estado vai garantir os depósitos dos clientes do BPP? O que está garantido?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:12
O Banco Privado Português está registado no Fundo de Garantia de Depósitos, pelo que, em caso de ruptura financeira, o Estado garante um reembolso máximo de 100 mil euros aos depositantes naquela instituição.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 14:11
Os clientes do Banco Privado Português acusam o banco de os ter enganado com falsos depósitos a prazo. Podem processar o banco e recuperar as perdas materiais dos clientes?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:12
Os clientes do BBP formaram uma associação, na tentativa de avançar de forma organizada uma acção judicial contra o banco para proteger os direitos dos clientes e denunciar irregularidades detectadas. O porta-voz da associação disse que foram identificadas situações em que foram vendidos depósitos a prazo que na realidade não existem.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 16:04
O BPP tem clientes em Portugal e no exterior (Espanha, Brasil e África do Sul, por exemplo). Os clientes que queiram resgatar os seus depósitos vão ter o mesmo tratamento, independentemente de estarem em Portugal ou não?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:12
O BPP garante não fazer qualquer distinção entre os clientes sediados em Portugal ou no estrangeiro. O banco já destinou cerca de 200 milhões de euros (metade do valor que recebeu do sindicato bancário) para pagar aos seus depositantes. Destes, cerca de 60% são espanhóis.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 16:49
Tenho aplicações no BPP em gestão de património. Quando e como é que posso resgatar os meus investimentos?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:16
Os clientes que têm as suas poupanças aplicadas na gestão de patrimónios vão continuar com as suas contas congeladas durante mais três meses, uma decisão já aprovada pelo Banco de Portugal. Até ao momento, prevê-se que os pagamentos sejam efectuados a partir de Março.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 17:47
Como funcionava o esquema de Bernard Madoff?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:16
A empresa de Madoff atraía os investidores, oferecendo níveis de rentabilidade que chegavam a 1% ao mês, o que totalizava mais de 10% de retorno no investimento por ano. Este dinheiro era usado para pagar aos clientes antigos que queriam resgatar os seus investimentos. O esquema funcionava porque os rendimentos não eram pagos aos investidores todos os mês, sendo apenas acompanhado por eles. Ou seja, esse dinheiro só seria devolvido ao cliente quando este resgatasse seu investimento. O problema é que, com a crise financeira, aumentaram os pedidos de resgate de capital e o fundo de Madoff ficou sem dinheiro para pagar os investidores.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 18:29
Os clientes do BES e do Santander podem ter os seus investimentos naqueles bancos em risco, por causa da exposição aos produtos Madoff?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:16
O ministro das finanças, Teixeira dos Santos, disse que essa situação está a ser avaliada e garantiu que até ao momento não há exposição directa nem dos BES nem do Santander Totta aos produtos Madoff. Até ao momento, o Banco Espírito Santo revelou que tem uma exposição indirecta de cerca de 15 milhões de euros. No caso do Santander Totta, a exposição total de clientes em Portugal é cerca de 16 milhões de euros.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 19:05
Os produtos Bernard Madoff foram classificados de "não confiáveis" pela Securities Investor Protection Corp. Esta fraude não devia ter sido detectada antes?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:17
O organismo norte-americano que está a tratar da liquidação da empresa de Bernard Madoff classificou os registos encontrados de “não confiáveis”, prevendo que leve seis meses a organizar toda a informação. A fraude podia ter sido detectada antes se a entidade reguladora dos EUA tivesse inspeccionado a empresa Madoff. De acordo com fontes próximas do processo, a Securities and Exchange Commission não inspeccionou o negócio de Madoff desde que este foi registado em Setembro de 2006.


De acordodinheiro a 18 de Dezembro de 2008 às 19:47
O Santander Totta e o BES podem ter a sua solidez em risco por causa da exposição aos produtos Madoff?


De acordodinheiro a 22 de Dezembro de 2008 às 13:17
O ministro das finanças diz que, para já, não há perigo de ruptura nem do Santander nem do BES. Mesmo que as perdas destes bancos atinjam os valores anunciados (16 e 15 milhões de euros, respectivamente), a solidez dos bancos não está em risco, garantiu Teixeira dos Santos.


De Karocha a 22 de Dezembro de 2008 às 23:20
Caro Camilo Lourenço

No meio disto tudo aonde anda o meu dinheiro?

Cumprimentos

Manuela Diaz-Bérrio


De Joao Santos a 22 de Dezembro de 2008 às 23:41
O capital (sem falar dos juros) está garantido para quem tem uma aplicação de retorno absoluto (taxa e capital garantido)? E em caso de ruptura estas aplicações estão garantidas pelo fundo (100000€)?


De Karocha a 23 de Dezembro de 2008 às 19:41
Muito obrigada João Santos

Eu gostava era que tivesse sido o Camilo a responder-me!
Mas... não é Camilo?
De qualquer forma Boas Festas
Cumprimentos
Manuela Diaz-Bérrio


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Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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