Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Onde Investir em 2009

O ano passado deixou marcas nas carteiras dos investidores e este ano o cenário não é optimista. O que esperar de 2009? As previsões económicas da OCDE apontam para a diminuição do ritmo da economia e também para um crescimento negativo do PIB, mas isto significa boas e más notícias para o orçamento das famílias. Onde deve colocar o seu dinheiro? Será que vale a pena continuar a investir? No próximo programa d’ A Cor do Dinheiro as respostas a estas e mais perguntas.

 

Consulte mais informação sobre este tema:

 

- Site da Carteira com especial Investir em 2009

- Especial Jornal de Negócios sobre Investimentos Alternativos

- Especial DECO sobre onde Investir em 2009

publicado por acordodinheiro às 18:39
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18 comentários:
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2009 às 19:07
É seguro investir numa altura em que se espera uma recessão generalizada nos países da União Europeia?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:36
O FMI estima que o PIB conjunto da zona euro vai crescer 0,2%, em 2009. Mas a Comissão Europeia prevê que se instale um periodo de recessão económica e que a expansão seja apenas de 0,1%.
Os analistas da Bloomberg European 500 acreditam que os lucros das empresas europeias vão crescer, em média, 1,8%. O analista Mislav Maneja diz que "os mercados accionistas europeus registaram um enorme fluxo de saída de capitais nos últimos 18 meses e como os nossos estudos revelam que a exposição dos investidores ao mercado norte-americano está em máximos, nós entendemos que vai haver uma mudança e que as acções europeias vão ganhar mais que as norte-americanas."


De acordodinheiro a 7 de Janeiro de 2009 às 19:12
Quais os fundos de investimento que recomendam para 2009?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:37
O primeiro conselho para os investidores em fundos de investimento é diversifique a carteira, de modo a diminuir os riscos. A revista Carteira fez uma selecção dos melhores fundos de investimento para 2009 e escolheu o fundo BPI Reestruturação, um produto com exposição ao mercados mundiais de acções. Além disso, no final de Setembro, cerca de 65% da carteira estava aplicada em acções de empresas europeias e o restante em companhias oriundas de países não membros da União Europeia, com a maior aposta a ser o sector dos minérios e ouro.
A Carteira sugere também a aposta em dois fundos ao mesmo tempo: o CAAM Volatility Euro Equities S e o CAAM Dynarbitrage Volatility S. Isto por causa da diversificação por zonas geográficas, activos e risco. Enquanto o primeiro ganha com a volatilidade do mercado accionista europeu, sendo o investimento de risco médio-alto; o segundo usa estratégias de arbitragem em diversos activos para ganhar com a volatilidade dos mesmos, incorrendo num risco baixo e controlado. Têm ambos uma fraca correlação com os mercados accionistas e em 2008 tiveram desempenhos de 8,47 e 4,05 por cento líquidos de impostos.
O Diário Económico também fez algumas sugestões, de acordo com vários perfis de risco. Se prefere segurança, a carteira do banco BIG é a indicada. As obrigações pesam 75% do total e as acções apenas 10%, pelo que esta é uma opção defensiva. Se prefere uma carteira equilibrada e com um risco maior, o ActivoBank7 tem uma proposta adequada. Metade da carteira investe num fundo mais tradicional (UBS (LUX) SF-Balanced (EUR) BG. Se quer arriscar sem medos. O banco Best pode ser uma solução, com uma carteira de fundos composto por acções e obrigações, retorno absluto, infraestruturas, commodities e private equity.


De acordodinheiro a 8 de Janeiro de 2009 às 11:09
Quais as melhores acções para investir neste novo ano?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:38
A revista Carteira fez um estudo de mercado, na tentativa de identificar as melhores acções para investir este ano. A procura teve por base "companhias com fluxos de caixa estáveis, que não tenham necessidades de financiamento bancário nos próximos meses e que sejam lideradas por equipas de gestão com provas dadas." Assim, as ações que a revista distingue são:
Ahold
A Ahold é uma das maiores retalhistas alimentares europeias e, em tempos de crise, a despensa é sempre a última a reflectir os cortes da despesa. Os resultados da empresa no terceiro trimestre registaram um crescimento de 3,6 por cento face a 2007. A Ahold é líder no retalho alimentar holandês através da sua subsidiária Albert Heijn e tem em desenvolvimento um plano de reestruturação que irá repercutir-se no final de 2009, num decréscimo dos custos operacionais no valor de 500 milhões de euros.
GDF Suez
Depois da fusão do grupo Suez e da Gaz de France, em Julho de 2008, a GDF Suez tornou-se num dos principais fornecedores de gás natural na Europa, apesar de ter sido no sector da electricidade que a empresa se destacou. O grupo oferece uma grande competitividade no que respeita ao gás e à electricidade.
Norfolk Southern
Apesar de o sector dos transportes ter vindo a registar quedas abruptas nos resultados, ainda há excepções. É o caso das companhias ferroviárias que têm contornado os maus resultados da generalidade das transportadoras. A Norfolk Southern é uma dessas excepções. A empresa opera no transporte ferroviário de mercadorias através da sua subsidiária Norfolk Southern Railway. No terceiro trimestre do ano, as receitas atingiram um valor recorde de 2,1 mil milhões de euros.


De acordodinheiro a 8 de Janeiro de 2009 às 12:22
Tem-se falado tanto de crise financeira e de recessão. No meio deste cenário, qual a melhor estratégia de investimento?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:38
Prepare-se para um ano díficil. Se tiver possibilidades, poupe algum dinheiro e esteja atento às oportunidades de negócio, pois é em alturas de crise que surgem os grandes investimentos. No entanto, e apesar da recessão à porta, há alguns sinais de optimismo. O facto de os bancos centrais estarem disponíveis para resolver os problemas, de forma cirúrgica e coordenada e evitando que o pânico se alastrasse a outros sectores é um bom sinal. Além disto, também a história está a favor. Ou seja, todas as crises passam, umas levam mais tempo do que outras, mas todas se extinguem. Também a história da bolsa é feita de ciclos que se vão repetindo. Finalmente, outro sinal de optimismo é a confiança dos superinvestidores como é o caso de Warren Buffet que deixou de investir apenas na dívida pública norte-americana para apostar também em acções de empresas norte-americanas.


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2009 às 14:20
Quais os melhores depósitos? A que prazo devo pensar investir?


De acordodinheiro a 8 de Janeiro de 2009 às 15:56
É seguro investir nos produtos mais tradicionais, como os certificados de aforro ou os depósitos a prazo?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:39
Espera-se para o novo ano, uma queda dos preços e o aumento do desemprego. A conjuntura não é animadora e o problema que se coloca para muitos portugueses é onde investir as suas poupanças. O primeiro conselho é, caso tenha possibilidade disso, fazer um esforço extra para ter algum dinheiro de parte para o caso de perder o seu emprego, por exemplo.
Os depósitos a prazo oferecem agora taxas mais atractivas do que os certificados de aforro, uma vez que só de Dezembro para Janeiro, as taxas dos certificados desceram 0,8%. No entanto, e se a Euribor continuar a descer, é possível que as taxas dos depósitos a prazo também desçam ao longo de 2009, pelo que deve garantir junto do seu banco que as taxas de juro destas aplicações se mantém nos níveis actuais.
Assim, as rendibilidades destes produtos deverão ser mais baixas em 2009 do que têm vindo a ser, uma vez que as taxas interbancárias estão em queda e que se prevêem mais cortes nas taxas de juro pelos bancos centrais.


De acordodinheiro a 8 de Janeiro de 2009 às 17:02
Dentro dos investimentos mais comuns, quais aqueles em que devo investir: os de maior risco (acções e fundos de investimento, por exemplo) ou de risco mais moderado (como os depósitos a prazo)?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:39
Depende do seu perfil de risco e daquilo que está disposto a arriscar (também do capital que tem disponível). Tenha em conta que as acções e os fundos de investimento apresentam um risco mais elevado, mas pode conseguir maiores rendimentos do que com os depósitos a prazo.


De acordodinheiro a 8 de Janeiro de 2009 às 18:01
É seguro investir em produtos menos comuns, como o ouro e o petróleo, por exemplo? Quais os riscos?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:39
As matérias-primas, em especial o petróleo, estão a atingir níveis mínimos históricos, pelo que o investimento em fundo que apostem nestes produtos pode ser uma opção viável, sobretudo para quem não tem muito dinheiro para investir. Assim, o ouro e o petróleo, por exemplo, podem ser encarados como um investimento alternativo a considerar em 2009. De qualquer forma, antes de investir, recolha informação sobre o mercado em que se está a iniciar, procure conselhos de especialistas e diversifique os seus investimentos. Se não tiver capital suficiente ou se não quiser correr grandes riscos, opte pelos tradicionais depósitos a prazo.


De acordodinheiro a 8 de Janeiro de 2009 às 19:10
Tendo em conta que 2009 vai ser ano de crise financeira, é mais seguro investir em produtos tradicionais ou em opções de investimentos alternativas (matérias-primas e mercadorias, por exemplo)?


De acordodinheiro a 14 de Janeiro de 2009 às 11:40
Depende do capital que quer investir, do risco que está disposto a correr e do tempo que pode imobilizar o capital. Certo é que quanto maior o risco, maior as rendibilidades possíveis (mas também maior o capital que pode perder). Em qualquer dos casos, use apenas dinheiro de que não vai precisar nos próximos anos, de forma a não comprometer o momento actual que vai ser particularmente complicado.


De joao.galhardo a 13 de Janeiro de 2009 às 00:39
Permitam-me um comentário que me parece lógico face à forma como são apresentados os programas, nomeadamente o apresentador.
Acabo de te ouvir Camilo. no prós e contras sobre o Cristiano Ronaldo.
Vi-te igual a ti próprio (desculpa tratar-te por tu mas é uma forma que também usas).
Ouvi-te dizer que o Real Madrid não soube gerir o investimento nos galácticos no aposteriori, os teua amigos jornalistas ingleses dizerem que deviam pagar ao Mourinho como publicidade a Poortugal.
Ouvi opiniões parecidas sobre o caso BPN e outros problemas que actualmente se vivem em Portugal, fruto de erros profissionais. Da forma como falas, parece-me teres o clic para a solução de tudo e de todos, e colocas um sorriso de auto confiança...mas não dás a solução.
Acredito que tenhas inumeras propostas como consultor para grandes empresas, pois sinto que tens a solução para todos os problemas e ela é perfeitamente evidente... nem se percebe como ainda ninguém viu isto.
Estou à espera de ouvir que se Portugal tivesse a coragem de investir o mesmo que os Estados Unidos em arsenal bélico, seríamos hoje uma grande potência militar e todos nos respetavam.
Pessoalmente gosto mais do estilo Martim Avilez Figueiredo que infelizmente tem aparecido pouco.
Mas contamos contigo Camilo...Procura alimar.
Abraço


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Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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Num momento em que valores como a Verdade, Humildade e Solidariedade se
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as grandes empresas globais, é necessário lançar um alerta sobre a forma
pouco clara como muitos dos máximos responsáveis das grandes corporações as
têm dirigido. Este livro pretende dar a conhecer aos actuais e futuros gestores as
ferramentas para lidar com a actual crise de valores que prolifera nas
empresas globais. É preciso «humanizar» as empresas para que estas deixem de
procurar o êxito rápido a qualquer preço! Criar uma cultura de negócios mais
verdadeira, será o grande desafio para todos os futuros gestores deste
século.

De João Ermida, O Método dos Executivos do Futuro, Dom Quixote

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