Terça-feira, 10 de Março de 2009

O Futuro da Segurança Social

 
Segundo dados da OCDE, divulgados na passada semana, quem se reformar em 2030 poderá receber apenas 54% em relação ao último ordenado. O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico coloca Portugal com uma das pensões mais baixas do conjunto de 30 países mais desenvolvidos do Mundo. O Secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, garantiu, no entanto, que o actual Governo já previu a solidez das pensões a longo prazo, e que o sistema de pensões dos portugueses é referência a nível europeu, garantindo taxa de cobertura efectiva entre 70 e 80% relativamente ao último salário recebido.
Quais as novas regras das pensões da segurança social; como funciona o factor de sustentabilidade; como são calculadas as pensões; é possível descontar mais do que o obrigatório para ter uma melhor reforma?

Carlos Pereira da Silva e o Secretário de Estado da Segurança Social são os convidados desta semana.

Fernando Adão da Fonseca é o investidor privado. O presidente do Banco Privado Português apresenta a "melhor solução possível" encontrada para os seus clientes.

Saiba quais as melhores garantias para uma reforma tranquila, no próximo programa d’A Cor do Dinheiro.
 
Mais informações sobre PPR:
Site Deco Proteste

 - Dicas para planear a reforma

 

Site da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património

- APFIPP

 

Site da Segurança Social

 

Site do Ministério do Trabalho e da Segurança Social

 

Encontrará, também, informações úteis e práticas no Guia Como Preparar a Reforma da DECO Proteste

Preparar a Reforma - Estratégias de Investimento a Pensar no Futuro

Edições DECO Proteste (2006)

 

publicado por acordodinheiro às 10:04
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22 comentários:
De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 15:44
De acordo com as últimas notícias, dentro de alguns anos o Estado vai ter dificuldades em pagar as reformas aos cidadãos! Será que devo continuar apenas a descontar para a Seg Social ou devo ter um PPR?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 12:12
Sim. A subscrição de um plano de poupança-reforma pode ser uma boa opção para garantir o seu futuro, sobretudo agora que as regras da segurança social e da atribuição de pensões foram alteradas. Por exemplo, em 2048, um trabalhador com uma carreira contributiva de 34 anos terá de trabalhar até aos 68 anos para ter direito à pensão por inteiro. Caso contrário, terá um corte de 22% na pensão. Para combater a redução, em vez de trabalhar mais anos, o beneficiário poderá acautelar essa situação descontando, durante a sua vida activa, para um plano de pensões complementar (além do que já desconta para a Segurança Social).


De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 17:21
Tenho 40 anos e desconto para a segurança social desde os meus 17 anos. Quanto tempo tenho que trabalhar até ter direito a reforma completa? Quanto vou receber?


De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 17:30
Quais os PPR mais atractivos do mercado?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 12:34
De acordo com dados da DECO, de Dezembro de 2008, o plano Solução PPR Zurich é o único com garantia de capital. Esta opção teve uma rentabilidade de 4,6%, entre 2003 e 2007, sendo que em 2007 subiu até aos 5,4%. (Os dados relativos a 2008 estão ainda indisponíveis).


De acordodinheiro a 11 de Março de 2009 às 17:59
Ouvi dizer que as empresas que contratem pessoas que estejam no desemprego há algum tempo e que tenham mais de 30 anos vão ter benefícios na segurança social. É verdade?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 13:17
Sim, as empresas que recrutem desempregados de longa duração com mais de 30 anos, sem termo e a tempo completo, recebem um apoio à contratação de 2 mil euros e dois anos de isenção de contribuição para a segurança social. As empresas poderão optar por três anos de isenção, sendo que nesta condição, os postos de trabalho terão de ser mantidos pelo menos por três anos.


De Anónimo a 12 de Março de 2009 às 10:04
As empresas que empreguem pessoas com mais de 55 anos também vão ter benefícios na Segurança Social? Quais?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 18:19
Para as empresas que empreguem pessoas que estejam no desemprego há mais de 6 meses e que tenham mais de 55 anos de idade, há uma redução para metade nas contribuições para a segurança social. Nestes contratos, o trabalhador não pode ser despedido antes do fim do contrato.


De acordodinheiro a 12 de Março de 2009 às 11:31
Tenho um filho pequeno e por causa disso só posso trabalhar em part-time. Como é que este período é contado na segurança social?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 18:19
O trabalho a tempo parcial para acompanhamento de filho durante os 12 primeiros anos de vida é contado em dobro para efeitos de atribuições de prestações de segurança social, com o limite da remuneração correspondente ao tempo completo.


De acordodinheiro a 12 de Março de 2009 às 11:58
Tenho dois netos e, por vezes, tenho de faltar ao trabalho para os acompanhar ao médico. Tenho alguns direitos a nível de descontos para a segurança social?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 18:56
Os avós têm direito a um subsídio de faltas quando, em substituição dos pais, prestem assistência aos menores doentes.


De Açores a 12 de Março de 2009 às 20:56
Tendo em conta esse cenário, sou obrigado a descontar para a segurança social?
A maioria das famílias portuguesas, não tem capacidade financeira de ter um PPR.

Exercicio simplificado:
Um jovem casal (25 anos) com 1 filho, cujo o rendimento mensal dos 2, seja de 1000€ (2 ordenados minimos contas redondas)
-Pague de prestação habitação ou renda uns 300€, durante uns 45 anos (utilizemos o prazo máximo dos bancos).
-Vamos assumir que não existe poupança. (com esse ordenado e um filho não existe de certeza)
- Vamos assumir que rendimento mensal do casal sobe até final de carreira 35% (3% por ano +-). Na altura da reforma ganham 1350€.

Se a reforma conjunta é de cerca de (+-675€), e não têm PPR. Como é que esse casal vai viver? (note-se que ainda tem mais alguns anos de rendas/prestação, fora medicamentos, alimentação, transporte, etc,etc)

Esta é a realidade da maioria do país.




De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 13:21
Comecei este ano a descontar para a segurança social. Para ter a reforma completa, até que idade tenho de trabalhar?


De acordodinheiro a 16 de Março de 2009 às 13:21
Terá de manter-se na vida activa até aos 68 anos, mais três do que o actual limite, para anular os efeitos negativos das novas regras da atribuição das pensões, segundo um estudo da Watson Wyatt, uma consultora internacional. Caso contrário, e se não tiver iniciado um plano de reforma complementar, terá um corte de 22% na pensão.
As gerações mais novas vão sofrer mais os efeitos das novas regras das pensões do que quem já está perto da idade da reforma. Quem a partir deste ano começar a trabalhar e a descontar para a Segurança Social terá de manter-se na vida activa até aos 68 – ou seja mais três face ao actual limite – para anular o efeito negativo das novas regras das pensões, indica um estudo feito pela Watson Wyatt, uma empresa internacional de consultadoria. Caso contrário – e se não tiver iniciado um plano de poupança complementar para a reforma (a situação da maioria dos portugueses) – terá um corte na pensão de 22%.


De marbelo a 16 de Março de 2009 às 19:03
caro sr. camilo.
gosto de ouvir as suas sugestões para as pessoas saberem gerir o orçamento familiar, mas se me permite, digo-lhe uma coisa, com tanta publicadade agressiva e mal intencionada, as pessoas cada vez estão mais baralhadas e compram tudo o que lhes inpingem, a começar pelos bancos.
Por isso é muito dificil resistir aos meios que os publicitários inventam para enganar as pessoas e o que deveria ser proibido era precisamente a publicidade enganosa, pois andam muitos a enriquecer à custa da ignorância dos consumidores


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Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

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Num momento em que valores como a Verdade, Humildade e Solidariedade se
encontram completamente arredados do modo como são, actualmente, governadas
as grandes empresas globais, é necessário lançar um alerta sobre a forma
pouco clara como muitos dos máximos responsáveis das grandes corporações as
têm dirigido. Este livro pretende dar a conhecer aos actuais e futuros gestores as
ferramentas para lidar com a actual crise de valores que prolifera nas
empresas globais. É preciso «humanizar» as empresas para que estas deixem de
procurar o êxito rápido a qualquer preço! Criar uma cultura de negócios mais
verdadeira, será o grande desafio para todos os futuros gestores deste
século.

De João Ermida, O Método dos Executivos do Futuro, Dom Quixote

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