Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Crédito à Habitação

 

Um milhão de portugueses pediu dinheiro ao banco para comprar casa. A opção do empréstimo bancário é recorrente porque o mercado de arrendamento não funciona e porque em termos económicos esta acabava por compensar. Mas o que assistimos hoje é ao aumento gradual das taxas de juro cobradas pelos bancos, o que coloca as famílias portuguesas, sobretudo da classe média, numa situação de endividamento e ruptura financeira.
 
Perante o cenário actual qual é, então, a opção que compensa neste momento: comprar ou arrendar? Face a um crédito já contraído quais as soluções para minimizar o que pago todos os meses? O que é a tão falada Euribor e que implicações tem naquilo que pago ao banco? Estas são algumas das questões sobre as quais o vamos elucidar e que lhe permitirão, de uma forma clara e prática, gerir as suas finanças.
 
Alguns Links Úteis sobre este Tema:
 
- Informações sobre a Euribor
- Informações sobre as Taxas usadas nos Creditos à Habitação
- Dicas sobre como Poupar no Credito à Habitação
 
E ainda alguns sites referidos no Programa sobre Assédio Sexual:
 
- Site do CITE
- Alguns conselhos práticos sobre como lidar com a situação
- Site do SAPO sobre o assédio sexual
publicado por acordodinheiro às 23:18
link do post | comentar | favorito
|
48 comentários:
De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:49
Neste momento estou a tentar renegociar o spread do meu empréstimo à habitação. No banco dizem-me que para ter um histórico melhor devia ter um cartão de crédito! Ora até pensei aderir só que iria pagar 15 €/ano e a mensalidade do empréstimo iria baixar cerca de 4€/mês o que daria sensivelmente 48€/ano. Mas no fim-de-semana li no jornal que a partir de final de Setembro os bancos estão proibidos de, entre outros, "fazer depender a renegociação do crédito da aquisição de outros produtos ou serviços financeiros". Será que posso recusar o cartão de crédito e o banco reduzir-me na mesma o spread? Quais os cuidados a ter?


De acordodinheiro a 2 de Outubro de 2008 às 15:04
Se quer renegociar o seu contrato de crédito à habitação, vá ao seu banco e explique que já não consegue pagar a prestação mensal. Lembre-se de que você quer pagar o empréstimo, mas também é do interesse do banco receber o seu dinheiro. O banco não lhe pode impingir a subscrição de um outro produto para baixar a prestação do seu crédito. Mas também não é obrigado a reduzir-lhe essa despesa, sem qualquer contrapartida. Isso não vai acontecer! Mas cuidado com os produtos que subscreve! Na maior parte dos casos, as pessoas acabam por engordar os encargos mensais em vez de os reduzirem. Faça as contas antes de assinar os papéis!

Para renegociar os termos iniciais do crédito tem de oferecer mais garantias. O valor do spread pode ser reduzido, se tiver, por exemplo, algum imóvel que possa dar como garantia. Se com isto, conseguir chegar a uma prestação mensal que possa pagar, vale a pena correr o risco.

Tem ainda outra alternativa: quase todos os bancos permitem que transfira uma percentagem do valor em dívida para o final do prazo do empréstimo. Por exemplo, se tem um crédito de 100.000 euros a 25 anos e quiser deixar 10% do crédito para o fim, isso significa que a sua última prestação será de 10.000 euros. Isto não lhe resolve o problema, mas dá-lhe tempo para reorganizar as suas finanças, de maneira a amealhar 10 mil euros a médio/longo prazo.


De Ana Neves a 6 de Janeiro de 2009 às 15:46
Boa tarde,

Alguem sabe se está contemplado no OE 2009 o resgate das constituições/reforços das poupanças habitação
datadas de 2004 sem ser para fins previstos, e sem penalizações? Tal como fizeram este ano para os reforços ou
constituições de 2003.

Cumps.


De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:50
Tenho um crédito habitação e gostaria de fazer uma amortização antecipada. Quais as comissões cobradas pelos bancos? Quando e quanto vale a pena amortizar sem pagar comissões?


De Alberto Tito a 22 de Setembro de 2008 às 22:39
Local bem interessante para o consumidor.
Assunto a pôr á posteriori.


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:12
As comissões cobradas pelos bancos dependem do valor da dívida, bem como do tempo que falta até ao termo do contracto. Assim, não é possível afirmar categoricamente qual o montante a pagar por uma amortização antecipada.


De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:53
O meu crédito tem um prazo de 42 anos, (empréstimo de EUR 100.000,00 - negociado em Agosto de 2006) com um valor em dívida, à data de hoje de 98.000,00€. Com uma taxa Euribor a 6 meses e um spread de 1,00%, a minha prestação está neste momento nos 550,00€, o que posso fazer para baixar a prestação? No processo que tenho em curso com o banco, propõem a redução de 0,02% no spread e a negociação de uma taxa fixa por um período de 2, 3 ou 5 anos.


De acordodinheiro a 2 de Outubro de 2008 às 15:06
Nesta altura, a taxa fixa não é a melhor opção. Esta modalidade de crédito à habitação só é vantajosa se for contratualizada numa altura em que as taxas estejam baixas, o que não é o caso agora. As taxas fixas estão neste momento a 5,16% e não é previsível que ultrapassem os 5,3%. Neste momento, fazer um crédito a taxa fixa implica prender-se a uma taxa demasiado elevada, sem que depois possa baixá-la. Tente renegociar o seu crédito, dando mais garantias ao seu banco para conseguir reduzir o spread. Ou, se for caso disso, deixe uma parte do sem empréstimo para pagar com a última prestação. Isto não lhe resolve o problema, mas dá-lhe tempo para se organizar financeiramente.


De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:55
Quero transferir o meu crédito habitação para outra instituição: como devo proceder? Que despesas acarreta? Preciso de uma nova escritura ou uma nova hipoteca?


De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:55
Actualmente qual é a melhor opção: taxa fixa ou variável? Qual é a diferença entre uma Prestação Fixa com Taxa Fixa e uma Prestação Fixa com Taxa Variável?


De acordodinheiro a 28 de Outubro de 2008 às 14:12
Nesta altura, a taxa fixa não é a melhor opção. Esta modalidade de crédito à habitação só é vantajosa se for contratualizada numa altura em que as taxas estejam baixas, o que não é o caso agora. Neste momento, fazer um crédito a taxa fixa implica prender-se a uma taxa demasiado elevada, sem que depois possa baixá-la. Tente renegociar o seu crédito, dando mais garantias ao seu banco para conseguir reduzir o spread. Ou, se for caso disso, deixe uma parte do sem empréstimo para pagar com a última prestação. Isto não lhe resolve o problema, mas dá-lhe tempo para se organizar financeiramente.


De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:56
Até quanto é possível deduzir no IRS com o crédito à habitação? Quais as alterações?


De acordodinheiro a 2 de Outubro de 2008 às 15:14
Pode deduzir até 583 euros anuais na declaração de IRS. Até que seja aprovado o Orçamento de Estado de 2009, não há qualquer alteração em relação a este tópico.


De acordodinheiro a 15 de Setembro de 2008 às 23:56
Quero passar para o final 30% do crédito, num empréstimo de 100 mil euros, o que significa que a última prestação será de 30 mil euros. Vale a pena?


De acordodinheiro a 2 de Outubro de 2008 às 15:07
Depende. Se achar que a sua situação económica irá evoluir positivamente ao longo do tempo e que consegue poupar os 30 mil euros até ao final do prazo, então, adiar o pagamento é uma opção viável. Mas, se acha que não consegue estas duas condições, deve pensar bem em todas as alternativas.
Adiar o pagamento de 30 mil euros para o final do prazo não significa o perdão da dívida. E tem ainda de fazer contas aos juros sobre esse montante


De acordodinheiro a 16 de Setembro de 2008 às 00:00
Na questão dos arredondamentos no crédito à habitação, o site da Deco refere a informação que o consumidor deve reunir a carta tipo. No entanto, no banco onde temos o crédito à habitação (desde 1988) ainda ninguém sabe como deve proceder. Não têm qualquer directriz dada pelos superiores de como proceder nesta questão. Como eu ainda sei menos que eles (sei apenas o que está no site e que em principio preencho os requisitos até agora mencionados), gostaria que me ajudasse a esclarecer esta questão.


De acordodinheiro a 2 de Outubro de 2008 às 15:08
Os bancos são obrigados por lei a fazer arredondamentos à milésima, desde Janeiro de 2007. Mas, porque nem todos os bancos cumpriram, a Procuradoria-Geral da República decidiu avançar com acções contra os bancos. Agora, está na mão dos tribunais: se a prática for declarada ilegal, os consumidores vão poder reclamar o que pagaram a mais ao longo de 10 anos. Mas, pode começar já a preparar-se para pedir o reembolso. A DECO já tem no site uma carta modelo com todos os dados de que precisa para pedir o reembolso do que pagou indevidamente. Mas, não se esqueça de que tudo isto tem custos. Convém perguntar o preço de todos os documentos para não haver surpresas.


De acordodinheiro a 16 de Setembro de 2008 às 00:01
Como é o banco calcula os arredondamentos da taxa de juro? Quais as regras utilizadas? Como é que os bancos calculam e fixam as taxas para os empréstimos?


De acordodinheiro a 16 de Dezembro de 2008 às 11:17
O Banco de Portugal fixa uma taxa de juro de referência, pela qual os bancos se orientam. A essa taxa acresce o spread, que varia de banco para banco e também de acordo com o grau de envolvimento do cliente. Daí que as taxas variem entre banco, bem como frequentemente o mesmo banco aplica varias taxas, dependendo da situação dos clientes, em termos de garantias que pode dar à instituição.


De acordodinheiro a 16 de Setembro de 2008 às 00:02
Desde que 15 de Junho que as famílias com crédito à habitação bonificado podem renegociar o prazo dos seus contratos. O actual limite de 30 anos de período de amortização poderá ir até 50 anos. Quanto posso poupar com um empréstimo no valor de 150 mil euros? Quanto pagarei a mais por prolongar o prazo?


De acordodinheiro a 2 de Outubro de 2008 às 15:14
Para fazer os cálculos de quanto pode poupar ou do que paga a mais por prolongar o prazo do seu empréstimo precisamos de mais dados. Sem a taxa de juro não nos é possível fazer essas contas.


Comentar post

.A Cor do Dinheiro

.Patrocinadores

 

PT negocios

Coloque as suas dúvidas sobre os Temas da Semana através de:

E-mail: cordodinheiro@sapo.pt

 

.Produzido por

Photobucket

.Programa

 

A Cor do Dinheiro é um magazine semanal sobre Economia, que aborda assuntos sobre poupança e investimento. É transmitido todos os Domingos, às 23h na RTPN.

.Apresentador

 

Camilo Lourenço é o apresentador do programa A Cor do Dinheiro e tem já uma larga experiência na área da economia. Foi fundador do Diário Económico e director editorial da revista Exame. Desempenhou, também, funções como editor de economia na Rádio CMR e na Rádio Comercial, e foi comentador da SIC Noticias.
Actualmente, é colunista no Jornal de Negócios e no Record e comentador da RTP e da M80.


 

 

.Votação Semanal

.Facebook

.Arquivo Audiovisual do Programa

RTP Multimédia

.Arquivo do Blog

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

.Links Úteis

DECO

 

Ministério da Economia

 

Ministério das Finanças

 

Banco de Portugal

 

Agência Financeira

 

Revista Exame

 

Jornal de Negócios

 

Diário Económico

 

Público

 

Bloomberg

 

Dossier Especial Financial Times

.Sugestão de Livro


 

 

 

Num momento em que valores como a Verdade, Humildade e Solidariedade se
encontram completamente arredados do modo como são, actualmente, governadas
as grandes empresas globais, é necessário lançar um alerta sobre a forma
pouco clara como muitos dos máximos responsáveis das grandes corporações as
têm dirigido. Este livro pretende dar a conhecer aos actuais e futuros gestores as
ferramentas para lidar com a actual crise de valores que prolifera nas
empresas globais. É preciso «humanizar» as empresas para que estas deixem de
procurar o êxito rápido a qualquer preço! Criar uma cultura de negócios mais
verdadeira, será o grande desafio para todos os futuros gestores deste
século.

De João Ermida, O Método dos Executivos do Futuro, Dom Quixote

.Julho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31